23 de novembro de 2017

CÂMARA DO RIO APROVA FIM DA DUPLA FUNÇÃO


A Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em votação nesta tarde de quinta-feira (23/11), aprovou o projeto de lei, de autoria do vereador Reimont, que deu um fim definitivo à dupla função dos motoristas de ônibus da cidade, garantindo assim a volta dos cobradores em suas respectivas funções. Neste mesmo dia, o líder do governo, Paulo Messina, cogitou uma possibilidade de adiar a votação do projeto de lei, mas voltou atrás.

Desde junho a proposta aguarda a segunda votação. Na última vez que entrou na em pauta, no dia 7 de junho, contou com um número expressivo de rodoviários nas galerias da Câmara, mas a apresentação de um substitutivo retirou o projeto de pauta. O projeto de lei inicialmente tinha por objetivo garantir novamente o emprego dos cobradores de ônibus, porém uma modificação feita pelo governo, oferece uma alternativa aos empresários: "Os cobradores só se tornam obrigatórios, em caso de ausência do sistema de biometria".

Divulgação página oficial  no facebook do verador


Efeitos da crise no transporte

Resultado de imagem para posto de combustível preço alto 2017Além disso a Justiça do Rio, determinou recentemente a redução da passagem em R$ 0,20 (vinte centavos), passando então a ser cobrado o valor de R$ 3,40 (três reais e quarenta centavos) pelas empresas de ônibus operadoras dentro do sistema de consórcio da cidade. A juíza Luciana Losada Lopes, titular da 13ª Vara de Fazenda Pública do Rio, considerou abusivo o decreto 41.190/2015, que autorizava o aumento da tarifa, tornando assim a redução tarifária. Por outro lado, as empresas tentam correr na contra mão da crise, já que os custos com diesel, pneus, lubrificantes etc só aumentam. Por consequência disso, 15 empresas municipais podem atrasar os pagamentos de salários, benefícios e décimo terceiro salário.

Desde 2015, sete empresas de ônibus encerraram as atividades na cidade do Rio de Janeiro, em consequência 3 mil rodoviários desempregados. Segundo a Rio Ônibus, ainda há uma lista de onze empresas ameaçadas de encerrar as atividades, por consequência do desequilíbrio econômico-financeiro do contrato, tornando o sistema de ônibus do Rio um verdadeiro colapso.



Texto: Luan Costa
Fotografia: Divulgação internet

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